Page 5 Manual de rotação de opióides
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ridos, o que implica termos de maximizar os nossos recursos e as estratégias terapêu-
ticas, utilizando de forma criteriosa os fármacos disponíveis nas suas apresentações de
início de ação rápido, de libertação imediata e de ação retardada. A sua utilização deve
corresponder a uma avaliação cuidada da algia de cada paciente. Não fará sentido
administrar uma apresentação de libertação retardada num surto de dor intenso e de
curta duração, como também não será uma boa prática prescrever formulações de
ação rápida ou “ultra-rápida” para tratamento de base de uma dor contínua.


A denominada rotação de opióides (“mudança de fármaco ou de via de administra-
ção”), razão de ser deste manual, enquadra-se numa estratégia terapêutica, por vezes
necessária para o controlo da dor nos nossos pacientes.


Esta “rotação de opióides” constitui para muitos de nós um “mistério”, por vezes uma
“caixinha de surpresas” ou “quebra-cabeças”, é desmistificada pelos autores deste
manual, que de uma forma didática, nos explicitam como proceder, chamando-nos
à atenção, que não existem regras insofismáveis, tabelas miraculosas, em que a me-
dicina não é aritmética, em que o doente não é um número, nem a conversão de um
fármaco produto ou consequência de um mero cálculo estatístico, em que a nossa
atuação pode significar sobredosagem e efeitos adversos, ou agravamento de dor e
síndroma de abstinência.


Por todos estes motivos, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor concede o
seu patrocínio científico, ao Manual de Rotação de Opióides, acreditando que o mes-
mo constitui um instrumento útil, para todos aqueles que com uma leitura crítica e
atenta, poderá contribuir para um melhor tratamento da dor aos seus doentes.






Duarte Correia
Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor


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