Page 23 Manual de rotação de opióides
P. 23





2. Apresentações de libertação imediata – são administradas por via
oral, com início de ação ao fim de vinte a trinta minutos e duração de ação
de acordo com a farmacocinética (semi-vida) do fármaco (habitualmente
não mais de 4 a 6h). Se a dor for contínua, ao fim deste tempo de ação
verificar-se-á dor de “fim de dose” caso não seja administrada nova dose.
Nestas formulações existem o tramadol, a codeína e a morfina.
Não se revelam especialmente eficazes (devido ao tempo de início de
ação) no tratamento de surtos álgicos súbitos e inesperados (dor irruptiva
espontânea), embora possam ser úteis na antecipação de dor previsível –
dor de procedimentos ou relacionada com a mobilização.



3. Apresentações de libertação retardada:
a. LM (libertação modificada) ou SR (slow release) – modificação da
forma de libertação que garante habitualmente 12h de níveis
sistémicos estáveis. Em Portugal o tramadol, a morfina, o tapentadol
e a oxicodona estão comercializados nestas apresentações.
b. LP (libertação prolongada) – formulações com tecnologia farmacoló-
gica incorporada que garantem 24h de níveis de analgesia estáveis,
permitindo a redução do número de administrações diárias.
Encontram-se comercializados em Portugal nesta forma farmacêutica
o tramadol e a hidromorfona. 18,19
c. Transdérmico ou TTS (Transdermal Therapeutic System) – tecnologia
de matriz com fármaco incorporado, de libertação contínua
(em microgramas / hora) durante três dias (fentanilo e buprenorfina) e
quatro dias (buprenorfina).
Esta via de administração torna-se especialmente útil quando a
absorção digestiva se encontra comprometida.









23
   18   19   20   21   22   23   24   25   26   27   28