Page 24 Manual de rotação de opióides
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MANUAL DE ROTAÇÃO DE OPIÓIDES
No quadro seguinte apresentamos uma comparação dos opióides fortes co-
mercializados em Portugal, no que se refere a vias de administração, posologia
e algumas características farmacocinéticas mais relevantes. O quadro foi ela-
borado tendo em conta os RCMs relativos às marcas comerciais referidas no
final do quadro e aprovados pelo Infarmed.
MORFINA HIDROMORFONA OXICODONA TAPENTADOL FENTANILO BUPRENORFINA
Via Administração Oral Oral Oral Oral Transdérmico Transdérmico
Sublingual
Sublingual
2 a 3 x dia
(libertação retardada) 3 x semana 2 x semana
Nº administrações 4/4h ou 6/6h 1 x dia 2 x dia 2 x dia ROO: 4 a 6 x dia ROO: 4 a 6 x dia
(libertação imediata)
Biodisponibilidade Baixa Elevada Elevada Baixa Elevada Elevada
Ligação proteínas 30 a 35% <30% 45% 20% 80 a 85% 96% α e β globulinas
plasmáticas
Metabolização hepática Glucoronização Glucoronização CYT P450 Glucoronização CYT P450 3A4 30% CYT P450 3A4
Norbuprenorfina
M-6-G (ativo)
H-3-Glucosido
oximorfona
Metabolitos M-3-G (neuroexcitatório) H-3-G (neuroexcitatório) noroxicodona, N-desmetiltapentadol Norfentanil B-3-G Norbuprenorfina
Hidroxi-tapentadol
(inativo)
Dihidroisomorfina-6-G noroximorfona (inativos) Glucoronido
Renal Fármaco - Biliar
Excreção Renal Renal Renal e fezes Renal
Hepática Metabolitos - Biliar e Renal
Insuficiência hepática i Dose i Dose i Dose i Dose i Dose i Dose
Insuficiência renal i Dose i Dose i Dose i Dose i Dose ± Ajuste Dose
Adaptado de: Resumo das características dos medicamentos MST, Targin, Palexia, Durogesic, Jurnista e
Trastec
Pergolizzi J et Al. Pain practice 2008; 8(4):287-313
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