Page 6 Volume 16 - N.1 - 2008
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Dor (2008) 1 J.M. Caseiro: Editorial: Essa dor

Introdução



Luís Medeiros








uando recebi o amável e honroso convite contei com a prestimosa disponibilidade de vá-
para coordenar a edição de um número da rios colegas que desde o início colaboraram
Qrevista da Associação Portuguesa para o desinteressadamente.
Estudo da Dor (APED) dedicado à «Dor aguda», Neste ano de comemoração dos 15 anos da
desde logo senti, como anestesiologista, alguma Unidade de Dor Aguda do IPOLFG-EPE, pensá-
dificuldade em equacionar de que forma iria mos que seria interessante reflectir neste núme-
abordar este tema, uma vez que ele não se es- ro um pouco da fundamentação e da actividade
gota na dor aguda do pós-operatório, matéria diária que espelha o nosso compromisso para
em que, por força da minha actividade profissio- com os doentes cirúrgicos: «O alívio da dor”.
nal, me sinto mais familiarizado. A reflexão con- Assim, abordámos alguns assuntos mais teóri-
junta com outros colegas sensibilizou-me para o cos e outros com uma índole prática mais acen-
facto de que os fármacos que administramos na tuada, e que reflectem não um saber teórico
analgesia do pós-operatório e o carácter mais resultante de uma pesquisa bibliográfica apura-
ou menos preditivo da dor aguda pós-cirúrgica da, mas sim uma vivência de muitas horas a
são «condições de laboratório» óptimas que mi- dialogar e a reflectir com e sobre os doentes.
metizam quase todos os cenários possíveis da Termino agradecendo a todos os colaborado-
dor aguda não-cirúrgica. É assim que muitas das res deste número da revista APED o empenho, o
características que se verificam na dor aguda saber e a generosidade que demonstraram e aos
do pós-operatório são similares às existentes restantes elementos do Serviço de Anestesiologia
na dor aguda de outras etiologias. Por estas ra- do IPOLFG-EPE, particularmente ao seu Director
zões, e embora este número da revista da APED Ex.mo Sr. Dr. José Manuel Caseiro, sem os quais
se intitule «Dor aguda», daremos particular ên- a realidade desta Unidade de Dor Aguda que
fase à dor aguda do pós-operatório, para o que aqui tentamos reflectir não seria possível.

































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