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Dor (2012) 20

Mensagem do Presidente da APED
© Permanyer Portugal 2012


Duarte Correia







Neste mês de maio de 2012 escrevo-vos estas não-farmacológicas no tratamento da dor cró-
breves linhas alusivas à «Página do Presidente» nica; os instrumentos de avaliação psicológica
acreditando que este número da revista Dor de- nas Unidades de Dor; o tratamento da dor cró-
dicada às ciências «básicas» será do vosso nica na criança (como e onde?); a integração
maior agrado. A editora convidada deste núme- sociolaboral das Unidades de Dor – evocando a
ro, a Professora Doutora Fani Neto, coligou al- multidisciplinaridade, programas de recupera-
guns trabalhos de investigação, considerados ção, terapêuticas ocupacionais, a psicologia
muito relevantes, que apesar da complexidade social; ou ainda, as sempre mas atuais normas
destes, os ilustres autores dos artigos, redigi- de orientação clinica (NOC) na dor crónica,
ram-nos de uma forma inteligível para todos nós implicações e necessidade. Se adicionarmos
clínicos, permitindo uma leitura aliciante e muito a estes workshops os resultados nacionais
atrativa. das avaliações das Unidades de Dor, a res-
Dirijo-me a vós na qualidade de presidente de ponsabilidade social das Unidades de Dor, as
uma direção por vós eleita, que porventura es- fontes de pesquisa de informação e novas tec-
tará aquém das vossas expectativas, desejos, nologias na informação (acessos e formas de
ou necessidades, mas que apesar das várias divulgação), estaremos perante um programa
vicissitudes, e da «crise» socioeconómica que interessantíssimo, cuja dificuldade residirá na
a todos nos atinge, tem tentado combater a le- decisão da opção na inscrição destes workshops.
targia, evitar o conformismo, antítese do dina- E porque as nossas propostas não se esgo-
mismo que gostaríamos que fosse sinónimo da tam no V Encontro das Unidades de Dor, nem
nossa atividade. Para esse desiderato, são fun- nos eventos ou atividades que promovemos e
damentais as vossas sugestões, as críticas, o divulgamos, alguns destes nesta «Página do
envolvimento e o empenho de todos vós, pois Presidente», iremos realizar no sábado dia 1
só assim será possível atingirmos os objetivos de junho em Coimbra, uma reunião coordena-
a
que nos propusemos. da pela Dr. Cristina Catana, destinada aos psi-
Em outubro, nos dias 20 e 21, organizaremos cólogos que integram as Unidades de Dor ten-
na cidade de Leiria o V Encontro das Unidades do como objetivo: conhecer/reconhecer os Sem o consentimento prévio por escrito do editor, não se pode reproduzir nem fotocopiar nenhuma parte desta publicação.
de Dor, integrado na Semana Europeia/Dia Na- psicólogos que trabalham em Dor a nível na-
cional de Luta Contra a Dor (20 de outubro), cional; expandir e promover a visão da psico-
precedido no mesmo local (a 18 e 19 de outu- logia na área da Dor; uniformizar procedimen-
bro) das II Jornadas da Unidade de Dor do Cen- tos de referenciação, avaliação e intervenção
tro Hospitalar Leiria-Pombal, estabelecendo uma psicológicas, formar futuros grupos de traba-
parceria e uma estreitíssima cooperação organi- lho, tendo como referência última a necessida-
zativa e científica, potenciando uma sinergia que de de implementar de forma consensual e con-
prevemos de excelência. tinuada os denominados «registos eletrónicos»
Propomos para este evento diversos painéis nas Unidades de Dor, permitindo uma gestão
que decorrerão em simultâneo, cujas conclusões adequada e otimizada dos meios e recursos
finais serão apresentadas e subscritas em docu- disponíveis.
mento apropriado e divulgadas posteriormente E, porque nem tudo são ou serão êxitos ou
por diferentes meios, possibilitando um maior sucessos, objetivos atingidos ou metas conse-
consenso, consistência e qualidade técnica dos guidas, é com enorme apreensão que antevejo
mesmos, com uma difusão posterior o mais alar- a extinção anunciada da atual Comissão Nacio-
gada possível. nal de Controlo da Dor (CNCDOR). A CNCDOR
Os temas a debater serão da maior importância e a sua predecessora Comissão de Acompanha-
e interesse, integrando especialistas convidados mento do Plano Nacional de Luta Contra a Dor
que farão a introdução aos mesmos e que ani- (PNLCDOR), presididas/coordenadas pelo Pro-
marão uma discussão que desejaríamos e ante- fessor Doutor Castro Lopes e posteriormente
vemos participativa e profícua. pelo Dr. José Romão, desempenharam uma mis-
A avaliação da qualidade nas Unidades de são importantíssima e do maior relevo no pano-
Dor; que critérios definir; que aplicabilidade; a rama da Medicina da Dor em Portugal, realizan- DOR
sustentabilidade das Unidades de Dor; o que se do um trabalho vasto e profícuo, cujas normas
espera das Unidades de Dor; as terapêuticas ou diretrizes alteraram de uma forma profunda e 3
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