Page 44 Manual de rotação de opióides
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MANUAL DE ROTAÇÃO DE OPIÓIDES
D. Como é feita a rotação?
Quando se troca um opióide por outro, a dose equianalgésica necessária é
influenciada pelo contexto em que esta mudança é realizada, podendo haver
vários cenários: 32, 35
• Rotação de opióide por razões de conveniência ou preferência, num
doente com dor controlada;
• Rotação de opióide em doente com dor controlada mas com efeitos
secundários intoleráveis;
• Rotação de opióide por dor refratária;
• Rotação de opióide em doente com dor não controlada, na presença
de efeitos secundários intoleráveis.
Todos os doentes devem ser avaliados de uma forma individualizada e cuida-
dosa, tendo em consideração a idade, sexo, raça, possíveis interações farma-
cológicas e comorbilidades, averiguando ainda, quais foram as experiências
prévias do doente com opióides em termos de eficácia e tolerabilidade.
Da mesma forma, deve ser considerado o contexto psico-social, via de admi-
nistração, formulação e disponibilidade do fármaco, assim como se esta mu-
dança se realiza em âmbito de internamento ou ambulatório, sendo que neste
último caso devemos assegurar a existência de um cuidador que possa prestar
auxílio na supervisão da rotação.
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