Page 5 Volume 11, Número 4, 2003
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Dor (2003) 11
Dor (2003) 11
Editorial II



Rui Miguel Rosado
















O Plano Nacional de Luta contra a Dor define aumento da qualidade de vida das pessoas.
o modelo organizacional a desenvolver pelos Os médicos de família e as equipas de saú-
serviços de saúde, assim como práticas ade- de, em contacto directo com as comunidades,
quadas relativamente ao tratamento da dor e ao podem ter uma importância decisiva no tornar
reconhecimento da dor como 5º sinal vital. Estes acessível a resposta eficaz e de qualidade a
são contributos essenciais para o desenvolvi- muitas situações que, de outra maneira, teriam
mento de uma prática de cuidados em relação dificuldade de resposta em cuidados mais
à dor e constituem novos desafios, estimulando especializados. A formação dos profissionais
diferentes profissionais de saúde a reflectirem e a articulação favorecerão a manutenção de
sobre as implicações nas suas àreas de com- padrões de qualidade essenciais.
petência e sobre os contextos de trabalho em Os enfermeiros que estão em contacto conti-
que se inserem. nuado com a dor e o sofrimento do doente são
As unidades de dor têm sido pilares da in- cada vez mais estimulados a reflectir sobre as
tervenção especializada neste campo. Pionei- suas práticas no reconhecimento da dor, desen-
ros na reflexão sobre as implicações da dor e volvendo um novo olhar sobre a importância de
do sofrimento, os profissionais de saúde das se aperfeiçoar a utilização de instrumentos de
unidades de dor têm contribuído para que um avaliação da dor. Necessitam ainda aumentar
grupo já significativo de beneficiários possa as competências relacionais para que possam
melhorar a sua qualidade de vida e têm pro- interagir com a experiência de sofrimento que
movido a divulgação do conhecimento sobre as pessoas vivem.
esta temática e a formação de outros profis- Importa, por isso, que os novos desafios nes-
sionais. ta área estejam presentes na formação contínua
É de salientar que os cuidados de saúde pri- dos diferentes profissionais de saúde e que ten-
mários podem contribuir para facilitar a acessi- ham implicações nos currículos de formação de
bilidade ao controlo da dor e ao consequente base dos profissionais.























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