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Dor (2005) 13
modelar o futuro de cada indivíduo? Que memó- (Informação do Guideline Panel da Agency for
rias se guardam e condicionam o futuro? Será Health Care Policy and Research)
possível estratificar grupos de risco cujas variá- Aguardemos ansiosamente a descoberta
veis se possam quantificar de forma a actuarmos da proteína C reactiva da dor, porque no con-
profilacticamente e no momento adequado? Com texto de medicina analítica tudo o que não se
algum optimismo, podemos mesmo dizer que os consegue medir não existe, e como não exis-
próximos anos nos dirão, e que nestas circuns- te não se investe. No final deste editorial,
tâncias talvez seja possível não despendermos pegando nesta última frase e porque «existir
tantas energias em processos de avaliação tão com consciência» nos reforça as responsabi-
subjectivos. Nestes doentes com manifesta inca- lidades, é preciso de facto investir na erradi-
pacidade de comunicação, como colocamos a cação do sofrimento em todas as suas ver-
hierarquia clássica da importância das medidas tentes, e não queria deixar de cumprimentar
básicas de medição da intensidade da dor: e enaltecer o trabalho (muito e bem visível)
1. Relato do paciente usando uma escala de de todos aqueles, «pouco ou muito verbais»,
intensidade. Cientistas, Clínicos, Editores e tantos outros
2. Condições patológicas ou procedimentos profissionais, que nos últimos anos teimosa-
que habitualmente causam dor. mente continuam a trabalhar nesta área ape-
3. Comportamentos por meio de expressões fa- sar dos custos pessoais elevados e algumas
ciais, caretas, movimentos do corpo, choro. adversidades, desejando sinceramente que
4. Relato de dor por familiar ou pessoa ligada esse esforço seja reconhecido senão diária-
ao doente. mente ao menos no Dia Nacional de Luta
5. Medições fisiológicas. Contra a Dor.
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