Page 31 Volume 12, Número 3, 2004
P. 31



Dor (2004) 12
Trabalho apresentado no V Foro del Dolor de las Islas Atlánticas, integrado na mesa “Presente y futuro
en el tratamiento del dolor crónico”, onde pretendemos divulgar o trabalho desenvolvido e a desenvolver
na Região Autónoma dos Açores, em consonância com o Plano Regional de Saúde, através de projectos
já em curso, entre os quais e, além de outros, a articulação da Medicina de Família com a Unidade de Dor,
na Ilha de S. Miguel, é um exemplo.
Maria Teresa Flor de Lima

Introdução Em Dezembro, haverá a avaliação conjunta do trabalho
Este trabalho surgiu pela necessidade de reflexão sobre a efectuado com introdução das alterações consideradas ne-
actividade profissional, de 2001 a 2003, em relação aos cui- cessárias.
dados continuados, no Centro de Saúde de Ponta Delgada.
Após consultar os dados sobre a actividade domiciliária 2005
praticada, verifiquei que esta actividade tem aumentado nos De Janeiro a Novembro irá ser feita a aplicação do que
anos mencionados. Partindo da análise da minha experiência tiver sido acordado para a melhor caracterização e prestação
profissional, procurei descobrir como melhorar a interligação dos cuidados continuados.
entre os profissionais e como sensibilizar os restantes para Trimestralmente, haverá uma reunião que permita a reflexão
iniciarem essa prestação de cuidados. conjunta sobre os problemas mais relevantes detectados.
Em Dezembro, haverá a avaliação do trabalho efectuado e
Objectivos a programação das actividades para 2006.

Caracterizar Dados já recolhidos
– Visitas domiciliária médica e de enfermagem, de 2001 a População de todas as comunidades do Centro de Saúde
2003, relativamente à população do centro de saúde e de Ponta Delgada (censo 2001) – 79.980 (Tabela 1).
à população que considerei abrangida. População das comunidades onde trabalho – 2.367 (Ta-
– Problemas de saúde detectados nessa população, que bela 2).
necessitaram de apoio médico e de enfermagem.
– Recursos materiais e humanos existentes. Problemas de saúde que necessitaram de apoio
médico
Escolher – Hipertensão com complicações
– Instrumentos de registo e de avaliação da necessidade – Insuficiência cardíaca
de cuidados continuados, de acordo com a incapacida- – Diabetes não insulino-dependente
de e os problemas de saúde. – Osteoartroses
– Neoplasias
Identificar – Infecções – cutâneas, respiratórias e urinárias
– Necessidades formativas dos profissionais envolvidos na – Úlceras de decúbito
– Doença vascular periférica
prestação destes cuidados.
Recursos
Criar
– Ligação entre os cuidados primários e os secundários, Humanos
– 1 médica de cuidados primários
aplicando, de início, um projecto de articulação com a – 2 ou 3 enfermeiras
unidade da dor, que permita a elaboração de critérios – 2 administrativas
terapêuticos, atendendo aos recursos existentes. – 5 funcionárias de apoio social e familiar

Cronograma de actividades

2004
De Junho a Agosto irá ser feita a recolha de dados, para a Tabela 1.
caracterização do trabalho domiciliário, nos locais e nos perí-
odos de tempo referidos. Anos ⇒ 2001 2002 2003
Em Setembro, os profissionais envolvidos nesta prestação Dados Profissionais ⇓
de cuidados irão frequentar um curso de cuidados continua-
36
35
37
dos, que será realizado na cidade da Horta. Com esta formação, Médicos 118 209 352
Domicílios Médicos
procurarei que sejam adquiridos os conhecimentos suficientes Enfermeiros 68 75 74
para a escolha dos instrumentos mais fiáveis para o registo e Domicílios Enfermeiros 23.957 24.154 26.487
a caracterização da incapacidade, referidos anteriormente,
assim como a definição dos critérios para a avaliação do
trabalho que irá ser desenvolvido.
De Outubro a Novembro, irá ser feita a validação do registo Tabela 2.
e do inquérito escolhido e iniciada a elaboração das orienta-
ções terapêuticas para os problemas mais frequentes, princi- Anos ⇒ 2001 2002 2003 Média
Dados Profissionais ⇓
piando pelos relacionados com a dor.
DOR Em simultâneo, haverá formação específica na área da Domicílios Médicos 21 32 15 22,6
30 “Monitorização da dor como 5º sinal vital” e na “Abordagem Domicílios Enfermeiros 1.769 1.717 1.440 1.642
da fisiologia e terapêutica da dor”.
   26   27   28   29   30   31   32   33   34   35   36