Page 29 Volume 12, Número 3, 2004
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Dor (2004) 12
É indispensável o acompanhamento da evolução clínica, com formação e regularmente actualizada, são pilares deter-
sobretudo em casos de dores violentas. Nesses casos, ou o minantes onde se deve assentar o uso da PCA, para que esta
tratamento se mostra insuficiente ou o doente, ao pedir insis- seja uma técnica simples, fiável e aceite por todos.
tentemente mais analgésicos, se encontra a desenvolver al-
guma complicação (globo vesical, deiscência precoce da
anastomose). O aparecimento destas complicações não será Projecto
mascarado pela utilização da PCA se se proceder a uma Os enfermeiros constituem o pivot da equipa multidiscipli-
avaliação correcta, várias vezes ao dia, e se os resultados nar da unidade de dor aguda – modelo europeu. Este projec-
forem registados em folha própria. to de formação, para a aquisição de conhecimentos sobre
PCA, para todos os enfermeiros que contactam com doentes
Conclusão com dor pós-operatória e dor crónica, tem em vista a consti-
Com o avanço tecnológico e a sua implementação no quo- tuição de uma equipa de enfermeiros coordenadores e selec-
ção dos enfermeiros de referência de cada serviço.
tidiano dos cuidados a prestar aos doentes, bem como o
conhecimento alargado da dinâmica farmacológica dos anal-
gésicos existentes nos dias de hoje, o fenómeno que é a dor Bibliografia
deixou de ser um espectro que assombra todo aquele que Cambitzi J, Harries M, Van Raders E. O controlo da dor pós-operatória.
enfrenta um pós-operatório. Em: Manley K, Bellman L. Enfermagem cirúrgica: prática avançada.
Neste contexto, a PCA surge como uma alternativa credível e Loures: Lusociências 2003:471-507. ISBN 972-8383-54-1.
segura, enfatizando o papel central do doente, responsabilizan- Dumeny E. Modalidades técnicas no tratamento da dor: PCA no período
do-o no seu processo de luta contra a dor, advindo daí impor- pós-operatório. Em: Muller A (dir). Cuidados de enfermagem e dor.
Loures: Lusociências 2002:71-9. ISBN 972-8383-32-0.
tantes benefícios fisio-psico-emocionais para quem a utiliza. Watt-Watson JH. Dor e controlo da dor. Em: Phipps WJ, Sands JK, Marek
Para que tal aconteça, a informação adequada ao doente, JF. Enfermagem médico-cirúrgica: conceitos e prática clínica. Lo-
antes do acto cirúrgico, e a existência de pessoal de cuidados ures: Lusociências 2003:363-89. ISBN 972-8383-65-7.







1.º prémio de fotografia das comemorações da Semana Europeia de Luta Contra a Dor. (S. Miguel, 12 a 19 de Octubro de 2003)
Autor: Dr. António Manuel Gomes Miguel (Assistente Hospitalar de Pneumologia)































Dor Angústia Agonia Pena Escuridão Raiva Sofrimento Solidão Infelicidade Mágoa
Ciúme Egoísmo Doença Prisão Morte Esperança Luz Amor Solidariedade Saúde
Ressurreição Amizade Vida Alegria





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