Page 32 Volume 17 - N.2 - 2009
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A.F. de Lacerda: Dor na Criança com Doença Oncológica – um Projecto de Aplicação Prática

Rosto


Ausência Dor
de Dor intolerável





Verso (enfermerio)
10 9 9 8 7 6 6 5 5 4 3 2 2 1 1 0 0



8
10
4
3
7
Figura 5. Escala visual analógica.






Quadro 3. Escala FLACC
Categorias Pontuação
0 1 2
Face Sem expressão particular De vez em quando faz caretas ou Faz tremor do queixo frequente
ou com sorriso franze as sobrancelhas; esconde a ou constante; maxilares
face (isola-se) ou mostra expressão de cerrados
desinteresse
Pernas Posição normal ou Desconfortável; pernas inquietas, Dá pontapés ou tem as pernas
descontraídas rígidas encolhidas
Actividade Permanece calmo, Retorce-se; muda-se de dorsal para Arqueado; rígido ou movimentos
posicionamento habitual, ventral; rígido bruscos/sacudidelas
move-se facilmente
Choro Não chora (acordado ou Queixa-se ou choraminga; soluça; Choro constante; gritos ou
adormecido) lamúria; queixa-se de vez em quando soluços; queixas frequentes
Consolação Satisfeito, descontraído Tranquiliza-se com o toque feito de vez Difícil de consolar ou confortar
em quando; distrai-se abraçando-o ou
falando com ele




psíquica da criança sejam respeitadas. Existem A escada analgésica
quatro conceitos fundamentais que devemos
observar no tratamento analgésico da criança Propõe a OMS que a terapêutica analgésica
com doença oncológica e com dor: aos doentes com dor crónica oncológica deverá
– Pela escada. assentar em quatro patamares, cada um dos
– Pela boca. quais correspondente a diferentes intensidades
– Pelo relógio. de dor. Nesses patamares, situam-se os fárma-
– Pela criança. cos analgésicos – os analgésicos não-opióides,
Da aplicação destes conceitos, fica a ideia de os analgésicos opióides fracos, opióides fortes
que as doses deverão ser incrementadas segundo e técnicas invasivas, associados ou não aos fár-
a escada analgésica proposta pela Organização macos adjuvantes (Fig. 6).
Mundial da Saúde (OMS) que adiante se comen- No 1. patamar da escada analgésica, situam-se
o
tará; que a via oral deverá ser uma prioridade os analgésicos não-opióides, fármacos do grupo
em todos os casos; que as posologias deverão dos anti-inflamatórios não-esteróides (AINE) e o
ser mantidas a horas certas e com intervalos paracetamol. DOR
iguais; e que deverá ser considerada a variabi- Estes constituem a primeira linha de combate
lidade interindividual. à dor, quando esta não apresenta intensidade 31
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