Page 32 Manual de rotação de opióides
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MANUAL DE ROTAÇÃO DE OPIÓIDES



E. Rotação de fármacos opióides

Antes de referirmos propriamente a metodologia aconselhada para a rotação
de opióides convém reter os seguintes aspectos:


1. Não há ensaios randomizados e controlados (RCT na sigla inglesa) que
apoiem a eficácia da rotação. Muitos dos autores mais citados e
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experientes no tratamento da dor consideram mesmo pouco provável a
possibilidade de se realizarem RCT em situações de dor grave não
controlada. 21
No entanto, a Medicina Baseada na Evidência (cujos níveis mais elevados
de recomendação se baseiam nos RCT) não impede estratégias
clínicas baseadas noutro tipo de ensaios e na opinião de painéis
de especialistas.


2. Embora em teoria todos os opióides agonistas μ tenham a mesma
potência analgésica, e ação dose-dependente sem teto analgésico, na
prática clínica:
a. Existem variantes na resposta opióide que são dependentes de cada
indivíduo para cada opióide.
b. A rotação opióide proporciona uma melhor relação entre
efeito analgésico e efeitos adversos em doses muitas vezes
mais baixas do novo opióide. 21, 22, 23, 24

















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