Page 13 Manual de rotação de opióides
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2. A possibilidade do doente ser portador de um polimorfismo menos
frequente, com uma concentração peculiar de receptores opióides
que o transformem num bom ou mau “respondedor” ao novo
opióide (num sentido diferente em que o era ao fármaco anterior).


Outros polimorfismos genéticos podem estar ligados não tanto aos receptores
opióides mas sim a aspetos farmacocinéticos, nomeadamente à metaboliza-
ção dos fármacos e respetivos metabolitos - exemplos:


- Os metabolitos são os principais responsáveis pela ação analgésica, como é
o caso da codeína que, para ter ação analgésica, necessita de ser convertida
em morfina. Nas variantes genéticas em que há um deficit do CYP2D6 (10%
da população caucasiana e 15% da população asiática), o fármaco torna-se
inativo. 12


- Os polimorfismos relacionados com a síntese das enzimas do CYP450 (Ci-
tocromo P2D6 e P3A4 – que presidem ao metabolismo da codeína, tramadol,
oxicodona, fentanilo e metadona) e do sistema UGT - uridina glucoronil trans-
ferase (metabolismo da morfina, tapentadol e hidromorfona) podem alterar sig-
nificativamente a eficácia de alguns destes fármacos e introduzir incertezas no
cálculo da equianalgesia. 13





















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