Page 19 Volume 11, Número 4, 2003
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Dor (2003) 11
– O doente sabe o nome e a dose do opióide. Dor é aquilo que a pessoa diz que é existindo
Este conhecimento deve ser encorajado. Pode da forma que a pessoa diz que existe. Vamos
ser muito útil posteriormente como informação acreditar.
para a avaliação da eficácia da analgesia.
– O doente pede o opióide antecipando a dor. Bibliografia
Isto pode indicar que o intervalo entre as doses
não está a ser avaliado correctamente para a Antunes JL. A dor na medicina. Em: Rico T, Barbosa A (eds). Dor: do
neurónio à pessoa. Lisboa: Permanyer Portugal 1995:9-17. ISBN
dor daquela pessoa. Reavaliar a dor e o inter- 972-733-03-4.
valo da medicação. O doente pode também ter Benner P, Wrubel J. The primacy of caring: stress and coping in health
sido informado de como pode fazer uma abor- and illness. Menlo Park: Addison-Wesley Pub Co 1989. 452 pp.
ISBN 0-201-12002-X.
dagem preventiva. Lubkin I. Chronic illness: impact and interventions. 3ª ed. Londres: Jones
– Requer doses cada vez mais elevadas e and Bartlet Pub 1995. 571 pp. ISBN 0-86720-712-4.
com maior frequência. A razão que provoca a McCaffery M, Beebe A. Pain: clinical manual for nursing practice. St Louis:
The CV Mosby Co 1989. 353 pp. ISBN 0-8016-3248-X.
dor pode estar a evoluir rapidamente (metás- Melzack R, Wall P. O desafio da dor. Lisboa: Fundação Calouste Gulben-
tases de um cancro). Outra possibilidade é o kian 1987. 425 pp.
desenvolvimento de tolerância definido como OMS – Traitement de la douleur cancéreuse: complétée par une analyse
“comportamento fisiológico involuntário que des problèmes liés à la mise à disposition des opioides. 2ª ed.
Genebra: OMS 1997. 78 pp. ISBN 92-4-254482-5.
ocorre quando o opióide começa a perder efi- OMS – Traitement de la douleur cancéreuse et soins palliatifs. Genebra:
cácia após administrações repetidas” (Lubkin, OMS 1990. 84 pp. ISBN 92-4-220804-3.
p. 146.) Pardo F. Miralles. Mecanismos bioquímicos del dolor. Em: Portela JL, Aliaga
A formação dos profissionais de saúde é a L (coord). Dor crónica rebelde. Lisboa: Permanyer Portugal 1994:
11-21. ISBN 972-733-007-X.
chave fundamental para combater estas ideias Portela L, Marques AL. Dor oncológica: bases clínicas e tratamento far-
erradas que procurámos sintetizar neste artigo, macológico. Em: Portela JL, Aliaga L (coord). Dor crónica rebelde.
Lisboa: Permanyer Portugal 1994:81-90. ISBN 972-733-007-X.
abrindo assim as portas de uma nova atitude no Raiman J. Tentando compreender a dor e planear o alívio. Lisboa: Nursing.
alívio da dor. ISSN 0871-6196 1: 7 (1988) 36-44.
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